segunda-feira, 29 de junho de 2009

A minha vida literária...


Recentemente me inscrevi em um concurso literário. Eu gosto de escrever, adivinha o que estou fazendo agora? Isso que está ao alcance dos seus olhos, produção textual. Na grande maioria das vezes, eu diria 101% delas, eu escrevo poesias. Eu gosto quando as palavras entram em sintonia e rimam ou combinam. Quando elas formam um texto mais gostoso, leve e engraçado de ler, por que nem toda a poesia que rima, tem fundamentos. Às vezes só precisamos de uma palavra que combine e torne o texto produtivo, com palavras bonitas de rimas fáceis, mas não necessariamente com sentido. Então a primeira pessoa que passa em frente ao seu rascunho, você pergunta: o que rima com feijão? E ela responde João! Pronto, sua poesia está concluída.
Escrevi em torno de 4 ou 5 poesias e mandei á este concurso, o mesmo tem como ordens não divulgar as poesias criadas e enviadas em nenhum local, como orkut, blog, jornais, revistas, livros, sei lá, mas eu estou numa ansiedade danada de publicá-las. Outro dia, li em um jornal o que o autor do concurso literário do qual eu me inscrevi, escreveu. Ele diz estar impressionado com a quantidade de trabalhos recebidos e descreve alguns trechos dos que chamou a sua atenção. De 5 exemplos no ramo da poesia, 4 daqueles eram meus. Isso pode criar várias interpretações. Ou no ramo da poesia somente eu e uma pessoa escrevemos, ou as minhas foram tão esquisitas e exageradas que chamou atenção dele não significando serem boas, ou, pasmem, eu sou uma boa escritora de poesias. Dentre tantas possibilidades, eu prefiro rezar toda a noite para que os jurados gostem do que eu escrevi, por que daí vou ter publicadas as obras em um livro da região. O que antes eu chamava de escritas que rimam, agora já chamo de obra, viu, o sucesso sobe à cabeça. Eu não quero tanto dinheiro quanto Michael Jackson ou Madona para ter um fim parecido ou um percurso tão alucinado. Quero continuar tendo minha vidinha anônima, pois é ela que me dá sossego no final de semana e ela que me dá muito trabalho atrás de sobrevivência. Apenas quero que mais pessoas tenham acesso á minha loucura escrita, pois sempre há quem precise de inspiração, apoio, fé, entusiasmo, comparação, valorização, compaixão, crença. Nas minhas poesias, sempre escrevo sobre o que acontece comigo, na minha vida ou indiretamente através dela, o que eu vejo, ouço, alcanço. Penso, que por se tratar ou de muita fantasia, ou de muita realidade, minhas poesias podem ajudar alguém, podem fazer as pessoas pensarem, pode se encontrar em comum com alguma alma deste universo. Alguém pode estar precisando de um exemplo mais melancólico ou de recuperação de sentimentos e se inspirar nas minhas palavras... eu mesma faço isso ás vezes, mas é claro que eu não sou bem normal, afinal, de escritor e louco, todo mundo tem um pouco!

"Quando estou escrevendo saio do mundo, viajo sem rumo. Minha bagagem é minha criatividade, meu companheiro é meu saber, minha alegria é depois de escrito, ler.
Escrever me tranquiliza, mexe com meus sentimentos, é como desabafar. Tudo que eu vivo na minha vida, gosto de escrever e guardar. São memórias, tesouros, de todos os tempos que não voltam mais, das minhas ideias e sentimentos que não esqueço jamais!"